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Nota de Repúdio

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O Sintero vem a público manifestar repúdio diante dos relatos recentes de racismo, discriminação e o verdadeiro genocídio, ocorridos frequentemente em nossa sociedade e nas redes sociais, principalmente aos negros, indígenas e toda a comunidade LGBT+. O sindicato destaca com tristeza o caso de George Floud, um americano negro que estava desarmado e sob custódia quando foi morto por um policial branco, e também ao caso de João Pedro, um adolescente negro que foi morto dentro de sua residência durante uma operação policial no Complexo do Salgueiro, quando a casa onde o menino estava foi alvo de mais de 70 disparos.

Os últimos casos revelam que o Estado não tem compromisso em implementar políticas de segurança pública que respeitem os direitos humanos e que sejam fundamentalmente antirracistas e livre de qualquer tipo de preconceito, para que mais vidas sejam poupadas. O Estado também demonstra incompetência em fazer o debate sobre o tema, além de não realizar atividade educativas e desdobramentos punitivos mais severos quando se trata de discriminação e racismo.

A comunidade de redes sociais na web também representa um forte aliado na disseminação de ódio e preconceito. Muitos internautas utilizam as redes sociais para fazer comentários maldosos e destilar insultos racistas, xenofóbicos e machista, descartando uma possível responsabilização de seus atos por estar em um ambiente virtual, que permite o anonimato. No entanto, esse tipo de comportamento é considerado um crime cibernético e a pena pode variar entre multa ou até dois anos de prisão.

O Sintero se solidariza com todos que têm sofrido algum tipo de constrangimento e discriminação e reafirma o compromisso com a promoção da igualdade étnico-racial, de gênero, sexual, religiosa, repudiando toda e qualquer manifestação de preconceito para com negras, negros, indígenas, quilombolas, mulheres, homossexuais e todos os grupos sociais historicamente discriminados nesse país.