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Assessoria de Comunicação SINTERO
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"Se a SEDUC não se manifestar, a greve já foi deliberada", afirma Presidenta do SINTERO

A contraproposta apresentada pelo SINTERO é para início de negociação, ou seja, o valor de R$500 para técnicos (as) e R$1.200 para professores (as) para cima.

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“Na segunda-feira(22) as escolas estarão com as portas fechadas”, foi o que afirmou a Presidenta do SINTERO, Dioneida Castoldi, que destaca que aguarda a Secretaria da Educação do Estado de Rondônia (SEDUC) chamar para iniciar a conversa de negociação a partir da contraproposta alinhada junto à categoria em assembleia. A contraproposta apresentada pelo SINTERO é para início de negociação, ou seja, o valor de R$500 para técnicos (as) e R$1.200 para professores (as) deve ser daí para cima, sendo condicionada à não paralisação. A contraproposta mínima tem o prazo de maio para efeito financeiro.

GATILHO 

Em dezembro, o Governo modificou a forma como vinha pagando o auxílio-transporte. Com isso, afetou financeiramente os trabalhadores(as) em educação do estado de Rondônia.
Diante disso, o SINTERO, tentou por diversas vezes uma reunião oficial com o Governo, que somente em abril decidiu atender o sindicato.

Antes da reunião com o SINTERO, no início deste mês, o Governador usou as redes sociais para anunciar o pagamento do piso do magistério que será na carreira. Ele estendeu esse valor aos técnicos(as) do estado. Mas o SINTERO tem lutado para além disso.

"Tivemos prejuízo financeiro em dezembro, pois o que aconteceu foi só um ajuste de lei e mais nada. Nós estamos buscando ter um laço de respeito para avançar no que tange ao cumprimento à valorização daqueles e daquelas que estão diariamente nas escola, formando gerações, a nossa nação. Nossa fala é formada no argumento que traz a educação como ela é, política de gestão. Por conta disso é preciso garantir, por meio de luta, o direito constitucional à uma educação de qualidade com um profissional tendo o minimo para trabalhar", diz.

A proposta feita pela SEDUC é de aumentar R$300 em cada gratificação. No entanto, após apresentar a proposta à categoria durante assembleia, foi construída uma contraproposta, que se formou da seguinte maneira: com proposta mínima nos valores são de R$ 500 para os técnicos (as) e R$1.200 para os professores (as).

TÉCNICOS E TÉCNICAS SÃO O SINTERO
Quando o SINTERO, na defesa da pauta junto ao Governo, destaca a Unidade Escolar para valorização, todos os trabalhadores e trabalhadoras que fazem parte são contemplados(as).

“Nós somos um sindicato de professores(as) e técnicos(as). Não somos de uma única categoria. Somos um sindicato de todos (as) da educação, e quando não avança no salário, no vencimento, a gente tem que buscar formas de garantir no ganho real para essa categoria. A gratificação unidade escolar é estendida a todos(as) profissionais que não são professores. São os profissionais que desempenham um papel importantíssimo dentro da escola. Eles têm essa gratificação - Unidade Escolar - que foi implantada em 2012 e desde então nunca mais mudou. É uma gratificação que o técnico contribui com a previdência e levará para aposentadoria", explica Dioneida Castoldi, Presidenta do SINTERO.  

Sobre a contraproposta entregue à SEDUC, a Presidenta continua,“nós estamos pedindo a atualização desse valor. Para fazer jus a esse período que não teve nenhum reajuste para que seja tratada desse valor para cima, ou seja, no mínimo que queremos para sentar e conversar é R$500 para técnicos(as)”.

PROFESSORES E PROFESSORAS SÃO O SINTERO
A outra gratificação também relacionada na contraproposta é a da docência, ou seja, para os professores(as) que está em sala de aula com 32 aulas. 
“Muitas vezes, para cumprir as 32 aulas o professor(a) precisa trabalhar em duas escolas. A gratificação está com o mesmo valor desde de 2016. Nós queremos que no mínimo, para iniciar a conversa, seja proposto o valor de R$1.200", ponta a Presidenta.

NINGUÉM QUER GREVE, MAS SIM, VALORIZAÇÃO
O SINTERO tem trazido em destaque a necessidade de negociar cada situação, e a Presidenta Dioneida Castoldi, que sabe bem a energia que deve ser empenhada na paralisação das atividades e o prejuízo que é refletido na sociedade quando as portas de uma escola são fechadas. Esse entendimento também é tido pela maioria da categoria. No entanto, é o último recurso, nesse caso, que o sindicato adota. Uma vez que, o Governo se mostra a não estar aberto para negociar sobre a valorização do/da profissional em educação em Rondônia. 

Será que precisamos ir para esse embate? Esse desgaste, cansaço que é uma greve? Essa é a pergunta que fazemos para o Governo. Os trabalhadores(as) estão propensos a negociar, mas a conversa de negociação tem que começar a partir do mínimo, que é a nossa proposta. Para não acontecer essa greve, é necessário que o Governo faça um diálogo franco, aberto e negocie. Caso, não aconteça isso, nós iremos para o embate. Aí no embate, não é mais o mínimo. Vamos querer mais coisas que o Governo tem se comprometido conosco há muito tempo e não tem feito, como é a situação do auxílio-alimentação que hoje está no valor de R$253. No ano passado, em uma mesa de negociação, saímos fechados de que, no mês de maio, a categoria teria um aumento para R$500. Proposta que também foi anunciada em eventos da SEDUC. Sabemos que é o valor mais baixo que o executivo paga”, diz.  

Legalmente, o cumprimento das 72h que deve anteceder à paralisação das atividades, já foi iniciado. O SINTERO aguarda a manifestação da SEDUC para iniciar a negociação a partir da contraproposta minima feita pelo sindicato.

Fonte: Secretaria de Imprensa e Divulgação - SID